LANÇAMENTO

Joanna lança CD de músicas inéditas

comemorando os seus 41 anos de carreira.

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ÁLBUM AQUI E AGORA SURPREENDE COM INÉDITOS DE JOANNA

 

 

AQUI E AGORA

 

Com a ousadia de início de carreira - um disco de consagração de 41 anos de vida musical

 

 

Risco e maturidade são assumidos em cada uma das 11 canções que integram esta experiência sonora. Parcerias antigas são retomadas após décadas de interrupção como o caso de Sarah Benchimol, outras se destacam por longevas colaborações como a de Jota Moraes consagrado musicista que Joanna conheceu quando era maestro de Gonzaguinha. Novos parceiros irrompem com a frescura de maçãs verdes como Tiago Torre da Silva, reconhecido escritor, homem de teatro, compositor e criador de pontes entre a cultura portuguesa e brasileira e o conceituado e versátil maestro e instrumentista Jaime Alem que por décadas acompanhou Maria Bethânia.

 

Imagine - mostra o quanto se pode continuar a falar de paixão arrebatadora para além das frases gastas. Assim, em singulares metáforas, irrompe o amor que não tem talvez nem aliás já que o amor não envelhece. Porquê? Bom porque o amor é rapaz! E ela, a amada é minha alquimia, minha alforria e, que delícia, o quintal de casa. O surgir de inesperados lamentos em forma de melismas árabes próprias do Canto Sarraceno prolonga o encantamento desta canção até ao último acorde.  Joanna, numa inédita parceria com o pernambucano Maciel Melo, assina a primeira das seis obras autorais deste disco.

 

Nem como nem porquê - conta a história das sensações que afloram a mente e a pele nos momentos daquele dia em que alguém subitamente entra no nosso coração.  Descreve as horas de um dia, sem passado nem futuro ainda, que todos nós já vivemos. São vislumbres delicados de frases e gestos que para sempre ficarão gravados na memória dos enamorados nesse estado nascente de amor em que um pé, uma mão, um olhar, se tornam códigos a decifrar com incerteza e sofreguidão. Belo e delicado momento de MPB.

 

O aqui e agora - é a canção que inspira o nome do disco e mostra um olhar português sobre a cultura brasileira demonstrando a universalidade da música, literatura e cinema brasileiros. Aqui e agora é onde estamos inteiros porque sempre estivemos inteiros na arte e na vida. Para quem tem essa inteireza, qualquer gesto é uma forma de oração/comunhão: cantar um samba, roubar um beijo, ler um livro, assistir uma novela. Aqui se celebra a pujança e intemporalidade da produção cultural brasileira e o seu reconhecimento não só no espaço da lusofonia, mas também por esse mundo afora.

 

Olhos nus - é, provavelmente, a proposta musical mais enigmática deste álbum. Discorre sobre um amor avassalador e não correspondido na solidão da boêmia da grande cidade e dá-se ao luxo de reinventar a língua portuguesa onde ela “não há”! Arranjos e execuções musicais de maestria remetem-nos para uma sonoridade nostálgica cheirando Piazzola. Assistam sentados, por favor, ao refrão musical no meio desta canção. O baixo não se limitou a dar a nota base da harmonia. O seu tom grave, segura o balanço da letra dando-lhe sentido e sentires. Fica no ar a pergunta: quantas obras de MPB se recorda ter ouvido nas quais o solo é deixado inteiramente ao baixo acústico?

 

Eta mundo bão - foi há algumas décadas oferecida por Renato Teixeira para a voz de Joanna que só agora se decidiu pelo seu registo. É a única canção não inédita deste álbum e respeita a proposta original do seu autor de ser cantada em dueto com outra voz feminina cúmplice e de referência: Elba Ramalho.Conta a trajetória dos que cumprem seu destino artístico com a mesma garra de iniciantes na qual todas as partidas, cobrando despedidas, se tornam válidas por esse ofício de fé. Convida-se a que escute este arranjo para ver se consegue identificar, logo no início, o repente nordestino com voz e viola. E a mescla de Baião com Calango de Minas Gerais em frases combinadas de sanfona e ponteado de viola? E a citação de Maracatu com tambor, caixa e agogô ? Conseguiu reconhecer estas ideias musicais inspiradas em ritmos brasileiros? Pode sempre tentar mais uma e outra vez!

 

Pelas vias do desejo - é uma canção inesperada por apresentar a primeira incursão de Joanna por sonoridades jazzísticas. É possível alguns sentirem, espantados, que estão a ouvir a sua voz pela primeira vez! É previsível que seja escutada em alguns momentos com atenção plena à letra e em outros com concentração total apenas na música.  Não se admire se der por si, de repente, a pontuar com gestos de mão certas notas ou acordes, como se maestro ou maestrina fosse! Abordando as alternâncias da vida quotidiana de velhos amantes o poema de Altair Veloso encanta por uma linguagem metafórica pujante e inesperada bem como pela originalidade da palavra seguinte... na qual raramente conseguimos acertar!

 

 

Lado B - Imagine-se um samba escrito por duas mulheres arriscando descrever o sentir feminino com a liberdade que sempre acompanhou a fala dos homens. Letra povoada de inteligentes e subtis trocadilhos, jogos de palavras e duplicidades de sentido consegue o efeito inesperado e sarcástico característicos destas figuras de estilo sem cair no brejeiro e na piada fácil.Num gingar carioca evoca este samba, de forma malandra, pitadas de Elis e rumores de bossa nova. Descobriu-as? Sarah Benchimol, genuína carioca de Copacabana, apesar de ser uma compositora eclética tem esta paixão especial pelo samba. Que sorte a nossa!

 

Amor eterno - nos seus primeiros acordes causa um efeito de estranheza... quem esperaria ouvir aqui um fado! Com letra e música de dois brasileiros (Álvaro Socci e Cláudio da Matta) descreve a dificuldade em aceitar o fim de um grande amor. O fogo sensual com que se recorda os momentos de paixão é tipicamente sul-americana! E quando já nos tínhamos acostumado à soberba execução de guitarra portuguesa de Pedro Jóia uma inusitada pronúncia fechada do português europeu irrompe na voz do ator Pedro Lamares interpretando, num poema de Tiago Torres da Silva, a dor do vazio em que mergulha a vida quotidiana quando termina um relacionamento. É numa voz com lágrima, própria do fado que Joanna interpreta esta composição remetendo-nos para o universo dramático que caracteriza este género musical, classificado como património imaterial da humanidade pela UNESCO. A surpresa está presente até o último segundo desta faixa.  Só ouvindo mesmo!

 

 

Por detrás do espelho - aborda a dúvida e o ciúme que ocorrem, repentinamente, na vida de amantes afastados pela distância física. Que demónios alimentam e são acolhidos pela mente de quem ama humanamente? Com letra de Joanna e música em co-autoria com Sarah Benchimol surpreende a clara alusão a um relacionamento amoroso entre mulheres e a exposição inesperada, mas bem-vinda, da ainda tão temida e negativamente valorizada sexualidade feminina. Atenção, também, ao elegante arranjo e delicada execução musical.

 

O cravo e a magnólia - nos brinda com uma fala de Português Brasileiro popular, cheirando a Ariano Suassuna. Um enamorado se pergunta, em tensão crescente, porque é que a sua amada se mostra ora interessada, ora desinteressada aos seus avanços amorosos. Num texto repleto de expressões de duplo sentido, revelando ingenuidade e/ou atrevimento a graça e a dúvida se instalam em quem escuta. A hora é de festa com reminiscências de sons de pagode caipira ou baião acaipirado. Escutem bem e vejam se a presença da viola vos faz lembrar Disparada de Geraldo Vandré ou a levada de Alceu Valença em Sete Desejos? No final as palmas sincopadas evocam ao samba de roda

(esse também património da humanidade) típico samba que nasceu na nossa amada Bahia pelos idos de 1860.Que homenagem merecida à revigorante música regional brasileira!

 

 

Como uma confissão - é uma canção intimista, de interpretação vocal e musical soberbas que se insere na linha de revisitação e continuidade dos grandes nomes da MPB. Joanna autora da música com ares Cartolianos nos revela, em confissão, as razões e os modos pelos quais cria as suas canções. Tiago Torres da Silva, numa cumplicidade de poeta, adivinhou-lhe o segredo. Com a riqueza harmónica desta composição se encerra este álbum que mais uma vez fala de amor, no entanto, algumas dessas canções parecem evocar não aquele amor que Vinícius descreveu como “eterno enquanto dure”, mas um outro, sem condição e perene que alguns afirmam existir no mais profundo de cada um de nós.  

 

Teodolinda Magro-C

Doutorada em Ciências da Educação, professora de História da Arte e autora e consultora de projetos educacionais

 
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